Refletido sobre o texto “O modelo dos modelos“
percebe-se que o personagem estabelece regras. Primeiro constrói na mente o
modelo perfeito, lógico e possível. Segundo verifica se o modelo se adapta aos
casos práticos observáveis na experiência. Terceiro introduz as correções
necessárias para que modelo e realidade igualem-se. Essas regras remete-nos a
refletir enquanto professor do AEE, nos seguintes aspectos: primeiramente
despertar na sociedade mais interesse e comprometimento pela inclusão de
crianças com necessidades especiais educativas na escola comum ou seja, com uma
deficiência física intelectual ou outras. De forma a respeitar seus
limites e valorizar suas potencialidades percebendo as suas necessidades
educativas, procurado compreender o todo dando mais ênfase ao que o aluno
pode oferecer do que o quanto a deficiência possa prejudicá-lo vendo-a como
apenas um comprometimento que exige um olhar diferenciado, entendendo que não
basta receber o aluno seguindo um modelo social ou simplesmente cumprindo uma lei,
mas sim oferecer condições de acesso ao conhecimento com aprendizagem
significativas. E relaciono também os pensamentos do Senhor Palomar aos
desafios enfrentado pelo o professor do (AEE)
Atendimento Educacional Especializado, constantemente no contexto
escolar, que se inicia a partir da matricula do educando e se estende a
todo o seu processo de aprendizagem no seu percurso escolar enquanto permanecer
na instituição a qual foi matriculado e em muitos casos preocupando-se até
mesmo quando já remanejado a outra instituição do mesmo município ou de outro.
Ainda com relação ao Atendimento Educacional Especializado e o texto "o
modelo dos modelos" faço outra reflexão relacionada ao
acompanhamento do aluno ao qual estabelecemos forte vínculo de afeto, compromisso
e fidelidade que percorre todo o seu processo de inclusão, que para compreender
esse processo torna-se necessário conhecer o aluno, sua origem e grau de
comprometimentos que interfere de forma negativa nos avanços em seu percurso de
escolarização. Na primeira análise faço uma reflexão de forma mais ampla e
abrangente, voltado ao individuo em observação, família instituição de
ensino e sociedade. Embora o texto aponte outra direção que também relaciono
as funções especificas do professor do AEE quando esquematizamos as etapas que
percorremos até a reestruturação do plano de AEE. Assim como o senhor Palomar
desenvolveu em sua mente um modelo sistematizado partindo de princípios e
baseando-se em regras, o professor da SRM desenvolve o seu trabalho com base em
princípios, conhecimentos, metas, objetivos e regras, teoria e prática, pilares
que dão suporte a proposição do estudo de caso, propor o plano de AEE e
consequentemente avaliar e reestruturar com equilíbrio caso seja
necessário .Na elaboração do estudo de caso exige que o professor tenha
construído o perfil do aluno através de observações e registros onde
identificamos os entraves enfrentado por ele no contexto familiar, escolar e
social e dificuldades ocasionada pelo comprometimento provindo da sua
deficiência que afeta o seu processo de aprendizagem propondo soluções
possíveis e reais com flexibilidade as mudanças que
favoreça a construção do conhecimento exigido na série em curso. Vale salientar
que todas as etapas mencionadas são de suma importância pois acredito que as
informações consistente contidas no estudo de caso proporcionará um plano
de AEE bem estruturado em que cada detalhes deve ser condicionado pelo o outro
contendo coerência e flexibilidades para alterações futuras onde teoria e
pratica se completam.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Tecnologia Assistiva
Segue
abaixo alguns recursos de comunicação alternativas e atividades educacionais com acessibilidades,como cartões e pranchas de comunicação destinadas ao público alvo do AEE com
necessidades educativas especiais que apresentam: TEA ,DI ,DF,PC DA,DV e Baixa
Visão entre outros . Atende alunos do ensino infantil ao ensino médio sem limite de idade de acordo com o grau de deficiência e necessidade educacional específica que podem serem utilizadas
em sala de aula comum, AEE, Biblioteca, laboratório de informática .
Indicado tanto para o professor do AEE como para o professor da sala de aula
comum pois são recursos disponibilizado para o AEE que pode ser instalado para a utilização dos alunos nos ambientes acima sinalizado objetivando promover intervenções positivas e significativas nos aspectos: socialização entre os pares,interação social , estimulação visual e auditiva,
percepção, atenção, cognição, compreensão de mundo, como também auto confiança e auto
estima vejam:
![]() |
| CARTÕES DE COMUNICAÇÃO |

Descrição de imagem
Um boneco indica o ícone da ferramenta "Simbolar", conforme ela é representada na área de trabalho do Boardmaker.
Descrição de imagem
O primeiro verso da poesia "Leilão de Jardim", de Cecília Meireles, foi digitada com o recurso "Simbolar" do Boardmaker. Desta forma, cada palavra aparece com a representação simbólica do PCS, acima do texto escrito.
O verso diz: Quem me compra um jardim com flores? Borboletas de várias cores, lavadeiras e passarinhos, ovos verdes e azuis nos ninhos?
sábado, 19 de abril de 2014
Diferença entre Surdocegueira e DMU
São consideradas
pessoas com deficiência múltipla aquelas que “tem mais de uma deficiência
associada. É uma condição heterogênea que identifica diferentes grupos de
pessoas, revelando associações diversas de deficiências que afetam, mais ou
menos intensamente o funcionamento individual e o relacionamento
social”(MAC/SEESP,2002) são pessoas com características específicas e
peculiares com necessidades únicas que exige atenção principalmente na
comunicação e no posicionamento. Elas também possui a necessidade de ter alguém
que possa mediar o seu contato com o meio estabelecendo códigos e ampliando o
conhecimento de mundo visando proporcionar autonomia e independência.
Manifestam necessidades básicas de comunicação posicionamento e apoio do
mediador. Faz-se necessário desenvolver atividades que favoreça a sua
comunicação, equilíbrio postural e outros. Enquanto que o surdocegueira não é
considerado uma deficiência múltipla pois é neste sentido que se diferencia da
DMU. A pessoa que nasce com surdocegueira ou que fica surdocega não recebe as
informações sobre o que está em sua volta de maneira precisa da mediação de
comunicação para poder receber, interpretar e conhecer o que lhe cerca. Seu
conhecimento do mundo se faz pelo uso dos canais sensoriais proximais como:
tato, olfato, paladar, cinestésico, proprioceptivo e vestibular. Na deficiência
Múltipla não garantimos que todas as informações muitas vezes chegam para a
pessoa de forma fidedigna, mas ela sempre terá o apoio de um dos canais
distantes (visão e ou audição) como ponto de referência, esses dois canais são responsáveis pela maioria do
conhecimento que vamos adquirindo ao longo da vida que também é um diferencial.
Ela é uma terminologia adotada mundialmente para se referir a
pessoas que tem perdas visuais e auditivas concomitantes em graus
diferentes,como: Surdocego total que é a ausência total de visão e audição
ou com surdez profunda associada com resíduo visual que é a ausência da percepção da fala mesmo com aparelho
de amplificação sonora individual, com resíduo visual que permite orientar-se
pela luz, facilitando a mobilidade e com apoio de alto contraste é possível ter
percepção de objetos, pessoas e escrita ou símbolos. - Surdocego com
surdez moderada ou leve com cegueira: dificuldade auditiva para compreender a
fala em voz normal ou baixa é necessário falar mais próximo ao ouvido e tom
mais alto (fala ampliada), total ausência de visão, sem percepção de
luminosidade ou vulto..-- Surdocego com perdas leves, tanto
auditivas quanto visuais: dificuldade para compreender a fala em voz baixa e
seu resíduo visual possibilita que defina e perceba volumes, cores e leitura em
tinta ampliada. Classifica-se da seguinte foma: Surdocegueira
congênita: quando a criança nasce surdocega ou adquire a
surdocegueira nos primeiros anos de vida antes da aquisição de uma língua
(português ou Libras – Língua Brasileira de Sinais). Um exemplo mais frequente
destes casos é a criança com sequelas da síndrome da rubéola
congênita. Surdocegueira adquirida: quando a pessoa ficou surdocega após a
aquisição de uma língua, seja oral ou sinalizada. Os exemplos mais frequente
deste grupo são pessoas com Síndrome de Usher.Segundo Grupo Brasil (2002), este
grupo de pessoas podem ser:
Pessoas
nascidas com audição e visão normal e que adquiriram perdas totais ou parciais
de visão e audição.
Pessoas
com perda auditiva ou surdas congênitas com deficiência visual adquirida.
Para favorecer a eficiência da
transmissão e interpretação da comunicação das pessoas com surdocegueira e com
deficiência múltipla divide-se em: comunicação receptiva e expressiva. A
comunicação receptiva ocorre quando alguém recebe e processa a informação dada
por meio de uma fonte e forma (escrita, fala, Libras e etc). A informação pode
ser recebida por meio de uma pessoa, radio ou TV, objetos, figuras, ou por uma
variedade de outras fontes e formas. No entanto, comunicação receptiva requer
que a pessoa que está recebendo a informação forme uma interpretação que seja
equivalente com a mensagem de quem enviou tentou passar. A comunicação expressiva requer que um comunicador (pessoa que
comunica) passe a informação para outra pessoa. Comunicação expressiva pode ser
realizada por meio do uso de objetos, gestos, movimentos corporais, fala,
escrita, figuras, e muitas outras variações.
Referências:
Maia, Shirley
Rodrigues. AEE – Atendimento Educacional Especializado. Aspectos Importantes
para saber mais sobre Surdocegueira e Deficiência Múltipla. São Paulo, 2011.
Coletânea
UFC-MEC/2010; A Educação
Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar – Fascículo 05:
Surdocegueira e Deficiência Múltipla.
domingo, 13 de abril de 2014
AEE- DMU - Caso José
Caso José
1- Apresentação do problema
José Francisco Santos da Silva, filho de Amaurílio José da Silva e Francleide Santos de Oliveira nasceu em 15 de fevereiro de 2008 na cidade de Juazeiro do Norte, reside atualmente a Rua Luiz Ivan Bezerra Filho Nº 137 – Bairro Horto com mãe e um irmão mais velho. José nasceu de parto cesariana e logo foi evidenciado a hidrocefalia congênita com comprometimento na formação craniana que o levou a um procedimento cirúrgico para implante de uma válvula ficando hospitalizado por 15 dias. Devido a uma infecção hospitalar adquirida foi retirada a válvula e a criança recebeu alta hospitalar objetivando evitar outros comprometimentos embora dando continuidade ao tratamento em seu domicilio por dois meses com uso de medicamentos. Sem o uso da válvula a situação agravou-se afetando a sua motricidade caracterizando paralisia cerebral tetraplégica (tetraparesia) pois não fala, não anda e tem a visão comprometida, mas não faz uso de cadeira de rodas pois a família não tem condições financeira, luta na justiça para conseguir e aguarda da secretaria de saúde as próteses para auxiliar os membros inferiores solicitada pelo médico. De acordo com relato da mãe a criança iniciou a sua vida escolar aos três anos de idade enfrentando dificuldades de locomoção percepção e cognição numa instituição da educação infantil denominada de Poço de Jacó no Horto município de Juazeiro do Norte. Atualmente encontra-se matriculado na Escola Padre Cícero cursando o 1º ano do Ensino Fundamental I no turno vespertino. Em sala de aula comum fica a maior parte do tempo deitado em um colchonete acompanhado pela cuidadora, manifesta interesse na hora da contação de história, é perceptivo, sorridente e demonstra satisfação quando sente a presença dos colegas bem próximo dele, gosta de ouvir música e de afetividade. É acompanhado pela APAE de Juazeiro do Norte com o atendimento de fonoaudiologia e fisioterapia, faz parte do AEE e pratica natação adaptada no SESC da referida cidade.
2- Esclarecimento do Problema
Para esclarecer o caso José fez-se necessário ouvir e refletir o relato da mãe e da professora da sala de aula comum, observá-lo em todos os ambientes escolar em momentos diferenciados para perceber os obstáculos enfrentados no dia a dia e conhecer melhor as suas necessidades educativas objetivando traçar metas e selecionar recursos que favoreça o seu desenvolvimento possibilitando assim inclui-lo de fato e de direito na comunidade escolar, familiar e social.
3- Identificação da natureza do problema
Diante das intervenções realizadas evidencia que a natureza do problema é de ordem motor, cognitivo, visual e fala que interfere diretamente na sua comunicação coordenação e principalmente no seu desempenho escolar pois devido a inúmeros comprometimentos o seu desenvolvimento no processo do ensino aprendizagem foi afetado comprometendo todo o seu percurso de escolarização.
4- Resolução do problema
Baseado nas observações realizadas constata-se que o referido aluno apesar das suas limitações atualmente interage em sala de aula comum através da percepção, do olhar ou até mesmo do sorriso. O AEE em parceria com o núcleo gestor, família professora da sala de aula comum e outros profissionais envolvidos tem desenvolvido ações e práticas pedagógicas educativas que contempla a sua autonomia, motricidade, interação e comunicação através de jogos sonoro, músicas e recursos alternativos que estimule a sua audição, coordenação motora e percepção como também firmando parcerias com profissionais da saúde para que ele possa adquirir melhor qualidade de vida.
1- Apresentação do problema
José Francisco Santos da Silva, filho de Amaurílio José da Silva e Francleide Santos de Oliveira nasceu em 15 de fevereiro de 2008 na cidade de Juazeiro do Norte, reside atualmente a Rua Luiz Ivan Bezerra Filho Nº 137 – Bairro Horto com mãe e um irmão mais velho. José nasceu de parto cesariana e logo foi evidenciado a hidrocefalia congênita com comprometimento na formação craniana que o levou a um procedimento cirúrgico para implante de uma válvula ficando hospitalizado por 15 dias. Devido a uma infecção hospitalar adquirida foi retirada a válvula e a criança recebeu alta hospitalar objetivando evitar outros comprometimentos embora dando continuidade ao tratamento em seu domicilio por dois meses com uso de medicamentos. Sem o uso da válvula a situação agravou-se afetando a sua motricidade caracterizando paralisia cerebral tetraplégica (tetraparesia) pois não fala, não anda e tem a visão comprometida, mas não faz uso de cadeira de rodas pois a família não tem condições financeira, luta na justiça para conseguir e aguarda da secretaria de saúde as próteses para auxiliar os membros inferiores solicitada pelo médico. De acordo com relato da mãe a criança iniciou a sua vida escolar aos três anos de idade enfrentando dificuldades de locomoção percepção e cognição numa instituição da educação infantil denominada de Poço de Jacó no Horto município de Juazeiro do Norte. Atualmente encontra-se matriculado na Escola Padre Cícero cursando o 1º ano do Ensino Fundamental I no turno vespertino. Em sala de aula comum fica a maior parte do tempo deitado em um colchonete acompanhado pela cuidadora, manifesta interesse na hora da contação de história, é perceptivo, sorridente e demonstra satisfação quando sente a presença dos colegas bem próximo dele, gosta de ouvir música e de afetividade. É acompanhado pela APAE de Juazeiro do Norte com o atendimento de fonoaudiologia e fisioterapia, faz parte do AEE e pratica natação adaptada no SESC da referida cidade.
2- Esclarecimento do Problema
Para esclarecer o caso José fez-se necessário ouvir e refletir o relato da mãe e da professora da sala de aula comum, observá-lo em todos os ambientes escolar em momentos diferenciados para perceber os obstáculos enfrentados no dia a dia e conhecer melhor as suas necessidades educativas objetivando traçar metas e selecionar recursos que favoreça o seu desenvolvimento possibilitando assim inclui-lo de fato e de direito na comunidade escolar, familiar e social.
3- Identificação da natureza do problema
Diante das intervenções realizadas evidencia que a natureza do problema é de ordem motor, cognitivo, visual e fala que interfere diretamente na sua comunicação coordenação e principalmente no seu desempenho escolar pois devido a inúmeros comprometimentos o seu desenvolvimento no processo do ensino aprendizagem foi afetado comprometendo todo o seu percurso de escolarização.
4- Resolução do problema
Baseado nas observações realizadas constata-se que o referido aluno apesar das suas limitações atualmente interage em sala de aula comum através da percepção, do olhar ou até mesmo do sorriso. O AEE em parceria com o núcleo gestor, família professora da sala de aula comum e outros profissionais envolvidos tem desenvolvido ações e práticas pedagógicas educativas que contempla a sua autonomia, motricidade, interação e comunicação através de jogos sonoro, músicas e recursos alternativos que estimule a sua audição, coordenação motora e percepção como também firmando parcerias com profissionais da saúde para que ele possa adquirir melhor qualidade de vida.
segunda-feira, 24 de março de 2014
Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção
“Aproximadamente há dois séculos, existe um
embate político e epistemológico entre os gestualistas e os oralistas, que tem
ocupado lugar de destaque nas discussões e ações desenvolvidas em prol da
educação das pessoas com surdez, responsabilizando o sucesso ou o fracasso
escolar com base na adoção de uma ou de outra concepção com suas práticas
pedagógicas específicas”. Conforme leituras, a abordagem oralista
coloca se contra o uso da língua de sinais ou de qualquer outro código por ser
mais cômodo para o surdo pois ele não terá esforço necessário para desenvolver
aprendizagem de uma língua na modalidade oral porque é um trabalho intenso difícil e complexo. O método oralista
tornou-se dominante no ano de 1880 e
considerada única forma educacional para pessoas com surdez . Na Alemanha foi
oficialmente proibido nas escolas o uso da língua de sinais por entender que
tal método representaria perigo para o desenvolvimento da linguagem oralizada,
e também por acreditar que a maioria das crianças com surdez são filhos de pais
ouvintes que não conhece a língua de sinais.
Por
muito tempo essa abordagem não foi questionada embora a maioria dos surdos não
desenvolvesse a fala conforme exigiam os ouvintes e desencadeavam atraso no
desenvolvimento que culminava com a falta de estimulo e evasão escolar, as
pessoas com surdez freqüentavam as escolas apenas para aprender a falar e não
para receber os conteúdos escolares. Baseado nesses questionamentos estudos
apontam o insucesso do oralismo dando inicio a outras propostas relacionadas a
educação de pessoas com surdez com a abordagem denominada de comunicação total
que permitiu a prática de diversos recursos como: língua de sinais, leitura
orofacial, utilização de aparelhos de amplificação sonora, alfabeto digital em
que possibilitava a pessoa com surdez
se expressar da forma pela qual
fosse mais conveniente, favorecendo a comunicação com todos: familiares, professores,
surdos e ouvintes saindo assim do isolamento que a surdez os proporcionava. A
intenção também era facilitar a aquisição da língua, da leitura e da escrita.
Nessa proposta verificou-se alguns benefícios mas também surgiram alguns
problemas em relação a comunicação fora do ambiente escolar então, estudos
sobre a língua de sinais foram cada vez mais intensos apontando propostas
educacionais alternativas orientando a educação na abordagem billíngue.
Segundo
o texto a abordagem educacional por meio do bilinguismo visa capacitar as
pessoas com surdez para utilização de duas línguas no cotidiano escolar e na
vida social. Embora essa modalidade represente avanços no que diz respeito aos
direitos e garantias sociais, educacionais
e participação igualitária da pessoa com surdez, dados revelam que tais
direitos tem sido sistematicamente violados de uma grande maioria dessa
clientela que encontra-se excluída das oportunidades educacionais ou seja, até
tem acesso as escolas atualmente mas não tem acesso aos conteúdos
curriculares e fracassam educacionalmente, pois não basta criar leis ou proposta de ensino se não
houver fiscalização constante e eficaz alem de mudanças de paradigmas,
transformações metodológicas e inovações nas políticas publicas educacionais. Faz-se
necessários escolas adaptadas, profissionais qualificados que são os principais
entraves encontrados no percurso educacionais das pessoas com surdez entre
outros como: o número excessivo de alunos por turma, manifestando o descumprimento
da resolução 436/2012, famílias desestruturadas e desinformadas desconhecendo
os direitos dos filhos, professores que não planejam atividades que contemplem
as necessidades educacionais dos alunos com surdez ou qualquer outra deficiência,
que também são situações que evidenciam a exclusão do aluno dentro da inclusão
constantemente que caracteriza a desigualdade social e educacional. Apesar de
pesquisas representarem sem duvidas avanços de suma importância no processo
educacional da pessoa com surdez a realidade é muito aquém dos anseios da
comunidade surda que almeja uma vida mais digna e justa buscando a garantia dos seus direitos através do respeito e da
valorização e que as políticas publicas consolidem esses direitos pois é
relevante lembrar que durante séculos essas pessoas foram consideradas socialmente
de inválidos, incapazes ou doentes. É emergencial que mudanças ocorram nas
praticas pedagógicas para que barreiras sejam eliminadas dentro e fora do
ambiente escolar e assim incluí-los de fato e de direito.
Referência Bibliográfica
DAMÁZIO, M.F.M; FERREIRA, J. Educação Escolar de Pessoas Com
Surdez- Atendimento Educacional Especializado Em Construção. Revista Inclusão:
Brasília: MEC, V. 5.2010. p.46-57.
quarta-feira, 12 de março de 2014
Educação Escolar de Pessoas com Surdez - Atendimento Educacional Especializado em Construção
A inclusão de pessoas com surdez deve acontecer desde a educação
infantil garantindo desde cedo recursos necessário que supere ou minimize as
barreiras encontradas no seu
processo educacional impossibilitando
usufruir dos direitos escolares e exercer a cidadania de acordo com os princípios
constitucionais do nosso País. Incluir a pessoa com surdez na escola comum requer
meios que favoreça sua participação e aprendizagem pois adotar apenas uma
língua não é suficiente para o processo de escolarização da pessoa com surdez,
faz-se necessário implantar ações significativas que possa contribuir neste
processo de forma compartilhada
para atender alunos ouvintes e com
surdez em um mesmo espaço educacional em ambientes estimuladores que os
desafiem e explorem suas capacidades. Só o uso de uma língua não é
suficientemente para que o aluno com surdez aprenda, se fosse o suficiente os
ouvintes não apresentavam dificuldades no seu processo de escolarização já que
iniciam esse processo com a linguagem oral desenvolvida. Partindo deste
principio entende-se que só a aquisição da língua brasileira de sinais (LIBRAS)
não garante a aprendizagem significativa deles.
Inúmeras polêmicas tem se formado em torno da educação escolar para
pessoas com surdez tendo como foco principal a proposta de educação inclusiva
que estabelece o direito de acesso ao conhecimento na abordagem bilíngue visando
capacitar a pessoa com surdez para a utilização das duas línguas no cotidiano
escolar e social. No Brasil são recentes as propostas no bilinguismo neste
sentido não existem ainda propostas sistematizadas e há poucas publicações
sobre o assunto como também há carência de profissionais com formação bilíngue,
que são fatores que torna essa proposta mais desafiadora. Existem outros
fatores desfavoráveis ao bilinguismo como: A dificuldade de capacitar
professores com surdez a curto prazo, profissionais com pouco conhecimento a
respeito do assunto,propostas educacionais estruturadas a partir do decreto
5.626/05 que regulamenta a Lei de
LIBRAS( Língua Brasileira de Sinais) e prevê a organização de turmas
constituídas por alunos surdo e ouvintes.
Constata-se que o maior problema da escolarização de pessoas com surdez
centra-se principalmente nas práticas pedagógicas, na organização didática e
nas metodologias inadequadas adotada pois as políticas púbicas existente
precisam passar por uma considerável transformação até porque há urgência em
repensar sobre as atuais práticas pedagógicas e inovar principalmente as
metodologias adotadas com ações realizadas em ambientes bilíngue focalizando os
três momentos didáticos pedagógicos iniciando pelo atendimento educacional
especializado em libras na escola comum onde todos os conhecimentos dos
diferentes conteúdos curriculares são explicados na língua brasileira de sinais
por um professor de preferência com surdez.Já no outro momento do atendimento educacional
especializado para o ensino de Libras na escola comum em que os alunos com
surdez terão aulas de Libras Língua brasileira de sinais que favorece o conhecimento e aquisição dos termos científicos realizado pelo o
professor ou instrutor de Libras também de preferência com surdez com
atendimentos planejados a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno
possui em Libras Língua Brasileira de Sinais. O terceiro momento do atendimento
educacional especializado é para o ensino da Língua portuguesa na qual são
trabalhadas as especificidades dessa Língua para pessoas com surdez que deve
ocorrer todos os dias pelo o professor de Língua Portuguesa graduado nessa área
de forma planejada a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem a
respeito da Língua Portuguesa. O planejamento deve ser elaborado coletivamente
pelos professores que ministram as aulas de Libras, professor de Língua
portuguesa, professor do AEE e da sala de aula comum. Iniciando pela definição
do conteúdo curricular através de pesquisas sobre o tema a ser desenvolvido
para as aulas em Libras faz-se necessário realizar estudos dos termos
científicos do conteúdo dessa Língua visando ampliar e aprofundar o
vocabulário. Os professores também
elaboram coletivamente recursos didáticos em Libras e em Língua portuguesa para
trabalhar no atendimento educacional especializado respeitando as diferenças
entre os alunos com surdez e os momentos didáticos pedagógicos em que serão
utilizados. Os alunos com surdez devem serem observados por todos os
profissionais que direto ou indiretamente trabalham com eles focalizando nos
aspectos: Sociabilidade, cognição lingual, afetividade, habilidades e talentos
observando e registrando através de relatórios todos os dados colhidos durante
o processo de aprendizagem do aluno e as demais avaliações relativas a o
desenvolvimento do desempenho de cada um deles.
DAMÁZIO, M.F.M; FERREIRA, J.
Educação Escolar de Pessoas Com Surdez- Atendimento Educacional Especializado
Em Construção. Revista Inclusão:
Brasília: MEC, V .5.2010. p.46-57.
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