A inclusão de pessoas com surdez deve acontecer desde a educação
infantil garantindo desde cedo recursos necessário que supere ou minimize as
barreiras encontradas no seu
processo educacional impossibilitando
usufruir dos direitos escolares e exercer a cidadania de acordo com os princípios
constitucionais do nosso País. Incluir a pessoa com surdez na escola comum requer
meios que favoreça sua participação e aprendizagem pois adotar apenas uma
língua não é suficiente para o processo de escolarização da pessoa com surdez,
faz-se necessário implantar ações significativas que possa contribuir neste
processo de forma compartilhada
para atender alunos ouvintes e com
surdez em um mesmo espaço educacional em ambientes estimuladores que os
desafiem e explorem suas capacidades. Só o uso de uma língua não é
suficientemente para que o aluno com surdez aprenda, se fosse o suficiente os
ouvintes não apresentavam dificuldades no seu processo de escolarização já que
iniciam esse processo com a linguagem oral desenvolvida. Partindo deste
principio entende-se que só a aquisição da língua brasileira de sinais (LIBRAS)
não garante a aprendizagem significativa deles.
Inúmeras polêmicas tem se formado em torno da educação escolar para
pessoas com surdez tendo como foco principal a proposta de educação inclusiva
que estabelece o direito de acesso ao conhecimento na abordagem bilíngue visando
capacitar a pessoa com surdez para a utilização das duas línguas no cotidiano
escolar e social. No Brasil são recentes as propostas no bilinguismo neste
sentido não existem ainda propostas sistematizadas e há poucas publicações
sobre o assunto como também há carência de profissionais com formação bilíngue,
que são fatores que torna essa proposta mais desafiadora. Existem outros
fatores desfavoráveis ao bilinguismo como: A dificuldade de capacitar
professores com surdez a curto prazo, profissionais com pouco conhecimento a
respeito do assunto,propostas educacionais estruturadas a partir do decreto
5.626/05 que regulamenta a Lei de
LIBRAS( Língua Brasileira de Sinais) e prevê a organização de turmas
constituídas por alunos surdo e ouvintes.
Constata-se que o maior problema da escolarização de pessoas com surdez
centra-se principalmente nas práticas pedagógicas, na organização didática e
nas metodologias inadequadas adotada pois as políticas púbicas existente
precisam passar por uma considerável transformação até porque há urgência em
repensar sobre as atuais práticas pedagógicas e inovar principalmente as
metodologias adotadas com ações realizadas em ambientes bilíngue focalizando os
três momentos didáticos pedagógicos iniciando pelo atendimento educacional
especializado em libras na escola comum onde todos os conhecimentos dos
diferentes conteúdos curriculares são explicados na língua brasileira de sinais
por um professor de preferência com surdez.Já no outro momento do atendimento educacional
especializado para o ensino de Libras na escola comum em que os alunos com
surdez terão aulas de Libras Língua brasileira de sinais que favorece o conhecimento e aquisição dos termos científicos realizado pelo o
professor ou instrutor de Libras também de preferência com surdez com
atendimentos planejados a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno
possui em Libras Língua Brasileira de Sinais. O terceiro momento do atendimento
educacional especializado é para o ensino da Língua portuguesa na qual são
trabalhadas as especificidades dessa Língua para pessoas com surdez que deve
ocorrer todos os dias pelo o professor de Língua Portuguesa graduado nessa área
de forma planejada a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem a
respeito da Língua Portuguesa. O planejamento deve ser elaborado coletivamente
pelos professores que ministram as aulas de Libras, professor de Língua
portuguesa, professor do AEE e da sala de aula comum. Iniciando pela definição
do conteúdo curricular através de pesquisas sobre o tema a ser desenvolvido
para as aulas em Libras faz-se necessário realizar estudos dos termos
científicos do conteúdo dessa Língua visando ampliar e aprofundar o
vocabulário. Os professores também
elaboram coletivamente recursos didáticos em Libras e em Língua portuguesa para
trabalhar no atendimento educacional especializado respeitando as diferenças
entre os alunos com surdez e os momentos didáticos pedagógicos em que serão
utilizados. Os alunos com surdez devem serem observados por todos os
profissionais que direto ou indiretamente trabalham com eles focalizando nos
aspectos: Sociabilidade, cognição lingual, afetividade, habilidades e talentos
observando e registrando através de relatórios todos os dados colhidos durante
o processo de aprendizagem do aluno e as demais avaliações relativas a o
desenvolvimento do desempenho de cada um deles.
DAMÁZIO, M.F.M; FERREIRA, J.
Educação Escolar de Pessoas Com Surdez- Atendimento Educacional Especializado
Em Construção. Revista Inclusão:
Brasília: MEC, V .5.2010. p.46-57.


Nenhum comentário:
Postar um comentário